(31) 2516-4056 / atendimento@rhoriente.com.br

    • (31) 99791-0446

Perfil comportamental nas organizações

O mercado de trabalho vive em constante mudança e muito se fala no perfil de sucesso do profissional moderno.

Por conta desta mutação do cenário corporativo e das diversas áreas de atuação, é difícil afirmar quais as condutas e ações mais adequadas para toda e qualquer situação de trabalho.

Porém, existem competências técnicas e comportamentais que devem estar presentes em todas as atividades profissionais, de acordo com as tendências do mundo organizacional.

Em geral, todo profissional possui competências técnicas (executar suas atividades do dia a dia) e estratégicas (ter a consciência da situação global da empresa, para onde caminha, situação de mercado e desafios), e o comportamento humano (como postura e relacionamento interpessoal).

O profissional de sucesso precisa saber lidar com pessoas, deve agir com naturalidade às pressões do dia a dia, tem que ser flexível e precisa saber reagir rapidamente a mudanças, no entanto as cobranças dependerão de cada empresa e podem ser diferentes dependendo da área de atuação.

Por exemplo, uma área técnica exige ações mais precisas e pontuais, enquanto uma área comercial exige uma maior humanização nas ações, como questões de negociação e retenção de clientes.

“Administrar a parte técnica não é algo crítico para as organizações, pois quando há a contratação de um profissional, entende-se que ele domina determinadas atividades que competem a sua demanda.

O mais desafiador é despertar na pessoa uma visão mais consciente da empresa em que atua e seu papel como parte estratégica da corporação”, aponta Nelson Moschetti, consultor de RH da Crowe Horwath RCs, empresas de auditoria e consultoria.

Uma pessoa que possui o comportamento adequado às exigências da empresa, mas não tem conhecimento de suas atividades, tecnicamente falando, não atingirá o sucesso.

O oposto também coincide, pois uma pessoa que sabe muito do que faz, mas não se porta conforme às expectativas da organização, naturalmente será visto com maus olhos.

Para Víctor, em relação as competências comportamentais, quando um profissional é contratado, o bom senso indica 75% da conduta que deverá ter no ambiente de trabalho.

“O restante, como valores e cultura da empresa, só será revelado durante suas atividades de rotina e com a convivência neste novo ambiente”, completa.

As competências podem ser divididas em dois grupos: as técnicas e as comportamentais.

Na parte técnica, espera-se do profissional que seja suficientemente habilidoso, para realizar de forma correta suas atividades.

“Um erro comum é que, muitas vezes, as pessoas se prendem às ações do momento e não pensem que na evolução da carreira podem passar a desempenhar funções diferentes”, alerta Víctor Martínez, especialista em análise de perfil comportamental e CEO da Thomas Brasil, empresa de gestão de pessoas.

Já a competência comportamental é a capacidade de integrar e identificar as próprias emoções, motivações e pensamentos, colocando-os de forma prática frente às situações do dia a dia.

O diferencial competitivo do profissional está em saber gerir as próprias características.

Ou seja, no autoconhecimento e na identificação das competências e do perfil comportamental.

Após conhecer as próprias características, é preciso analisá-las junto às exigências do mercado atual, e desenvolver outras, caso necessário.

“O profissional não pode estar voltado apenas para a expectativa do que a empresa pode fazer por ele. A chamada proatividade é fundamental para alcançar o sucesso e fazer cursos de especialização na área.

MBAs, por exemplo, auxiliam no avanço da carreira”, finaliza Nelson Moschetti.

Perfis dentro da organização

Cada profissional possui características próprias de vivência, formação e currículo, porém todos se enquadram, com variações menores, em quatro perfis comportamentais distintos e bem definidos.

Compreender essas bases do comportamento humano é uma arma essencial para elevar a produtividade em qualquer empresa.

Um chefe que sabe antecipar as reações de sua equipe dificilmente é surpreendido e consegue planejar e organizar seu trabalho melhor, de modo a cumprir com as metas que lhe são impostas.

Existem quatro perfis comportamentais básicos, em qualquer pessoa, há um deles que é predominante e, com isso, possui grandes chances de determinar as reações do indivíduo quando confrontado com praticamente qualquer tipo de situação.

Aplicando a teoria ao âmbito de negócios e empresarial, podemos separar a grande maioria dos funcionários de uma empresa em quatro tipos: comunicadores, executores, planejadores e analistas.

Antes mesmo de realizar experiências e aplicar testes que podem avaliar de forma objetiva um quadro de funcionários segundo o perfil comportamental de cada um, é preciso entender o porquê de tal divisão.

Bem, com algumas poucas características predominantes em cada um desses perfis, é fácil entender porque eles estão separados:

Comunicador

É uma pessoa comunicativa e geralmente dotada de grande carisma e poder de persuasão. Mostra-se sempre entusiasmado com projetos e novidades, tende a ser até excessivamente otimista e relaciona-se com facilidade.

Executor

Dotado de extrema autoconfiança, esse tipo de profissional é dominante e, em casos extremos, pode ser autoritário e ditatorial.

Aceita e se dá bem com desafios e dificuldades, possui senso de competitividade extremo e costuma ser corajoso em suas posturas e ao defender seus pontos de vista.

Planejador

São pessoas estáveis e pacientes, de ritmo constante e alto grau de conservadorismo. Dificilmente entram em pânico, mas têm uma pequena capacidade de improviso.

Analista

Detalhista e meticuloso, o analista é organizado, responsável e altamente conservador, sendo hábil ao controlar processos e rotinas repetitivas.

Após menos de 10 minutos de respostas a um questionário, as características de cada um são apontadas e contabilizadas de modo a construir seu perfil dominante, que dirá como essa pessoa reage e se comporta em relação a inúmeras situações possíveis.

A separação em grupos não se trata de criar rivais, tipos distintos ou algo do gênero.

Ela serve apenas como ferramenta de gestão e manejo dos recursos humanos, não apenas em benefício da produtividade da empresa, mas também de modo a criar métodos e dinâmicas de colaboração mais eficazes entre os diversos membros de um mesmo time ou companhia.

Pessoas com um perfil predominantemente comunicador são mais despachadas, exercem influência e empatia sobre os demais e tendem a ser criativos e comunicativos. Essas pessoas podem ser utilizadas como instrumentos de sociabilização em equipes, tornando seus membros mais unidos e gerando um ambiente mais leve, onde a comunicação se dá de maneira mais natural.

Por outro lado, equipes que possuem um caráter comunicador muito forte podem prometer mais do que realmente são capazes de cumprir, tendem a ignorar determinações superiores e de outros departamentos e possui um caráter impulsivo e com pouco autocontrole.

Equipes com muitos executores geralmente perseguem resultados de forma frenética. As pessoas com esse caráter são objetivas e diretas, não perdem tempo com minúcias e concentram todos os esforços na realização de uma tarefa.

Planejadores são calmos e confiáveis e, embora menos comunicativos, tendem a ser de fácil convivência. Evitam conflitos diretos e possuem um exacerbado senso de justiça.

Na execução de tarefas agem com tranquilidade, mas podem postergar ou adiar realizações em nome de um melhor planejamento ou estratégia, independentemente da urgência de resultados.

Os analistas nunca deixam passar detalhes – para eles tudo precisa ser feito com método, cumprindo detalhes, seguindo passo a passo e oferecendo segurança, garantias e perfeccionismo. É para pessoas com esse perfil que a pressão tem o efeito mais devastador.

Quando excessivamente pressionados, os analistas se fecham ou saem de cena, deixando tudo para trás. Contudo, especialmente em áreas ligadas ao conhecimento e à pesquisa, a falta de analistas pode criar resultados inúteis, sem ciência, imperfeitos e mal realizados.

Cada empresa possui metas distintas e você deve avaliar o papel de cada departamento e depois de cada posto de trabalho individualmente, de modo a construir ciclos que produzam os resultados que você busca de modo rápido, funcionando como uma engrenagem na qual os quatro perfis se complementam (e não se anulam).

Conheça nossa ferramenta de Análise de Perfil Comportamental – clique aqui


Compartilhe:

(31) 2516-4056

atendimento@rhoriente.com.br