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Diferença de tristeza e depressão

Psicologia

24

set 2018

Estar triste é diferente de estar com depressão, já que a tristeza é um sentimento normal de qualquer pessoa, sendo um estado desconfortável gerado por situações como um desapontamento, lembranças desagradáveis ou o término de um relacionamento, por exemplo, que é passageiro e não precisa de tratamento.

Já a depressão é uma doença que afeta o humor, gerando tristeza profunda, persistente e desproporcional, que ultrapassa 2 semanas. Além disso, a depressão pode vir acompanhada de sintomas físicos adicionais, como diminuição da atenção, perda de peso e dificuldade em dormir, por exemplo.

Estas diferenças podem ser sutis, e até, difíceis de perceber, portanto caso a tristeza persista por mais de 14 dias, é importante passar por uma avaliação médica e psicológica, que poderá definir se há depressão e orientar um tratamento, que pode incluir o uso de antidepressivos e a realização de sessões de psicoterapia.

Como saber se é tristeza ou depressão

Apesar de compartilharem muitos sintomas semelhantes, a depressão e a tristeza apresentam alguma diferenças, que devem ser observadas para uma melhor identificação:

Tristeza:

  • Tem um motivo justificável, e a pessoa sabe por que está triste, podendo ser um desapontamento ou um fracasso pessoal, por exemplo;
  • É temporária, e diminui à medida que o tempo passa ou a causa da tristeza se afasta;
  • Há sintomas de vontade de chorar, sentimento de impotência, desmotivação e angústia.

Depressão:

  • Envolve uma distorção do pensamento e baixa de energia. Falta vitalidade para agir e pensar. As ideias são mais ligadas a questões passadas e no que já se viveu.
  • Normalmente, a dor de algo ruim permanece no presente, como se não houve tido uma “atualização” da mente, e com isso, o que é dor passada, passa a ser vivida como dor presente e sem capacidade de ação.
  • A tristeza é um dos sintomas. Pode acontecer choro e angustia. Algumas pessoas com depressão relatam sentir muito medo, pois se sentem desamparadas.
  • Existe também a possibilidade  de não tem uma causa que justifique os sintomas, sendo comum a pessoa não saber o motivo da tristeza e achar que tudo está sempre ruim. A tristeza é desproporcional aos acontecimentos;
  • É persistente, dura a maior parte do dia e todos os dias por, pelo menos, 14 dias;
  • Além dos sintomas de tristeza, há perda do interesse por atividades agradáveis, energia diminuída, além de outros, como pensamento suicida, baixa autoestima e sensação de culpa.

Além disto, é importante diferenciar a depressão de um caso de luto, após perda de algo ou alguém querido, pois é uma situação que pode apresentar tristeza profunda que persiste por vários meses ou até 1 ano, mas que, tem uma justificativa, tem sentimentos oscilatórios e que pioram com a lembrança da perda.

Apesar do luto ser uma resposta de adaptação à perda, a pessoa pode não conseguir se recuperar, sendo muito comum que o luto vire persistente e se torne uma depressão.

Outros sintomas de depressão

Para estar deprimida, a pessoa deve ter pelo menos 2 dos seguintes sintomas principais de depressão, durante mais de 14 dias:

  • Humor deprimido que seja anormal para aquela pessoa, mantido por pelo menos 2 semanas, presente durante a maior parte do dia, quase todos os dias, e que não é influenciado pelas circunstâncias;
  • Perda de interesse ou prazer por atividades que normalmente são agradáveis;
  • Sensação de fadiga e energia diminuída.

Sintomas secundários muito comuns na depressão incluem:

  • Perda da confiança ou auto-estima;
  • Sentimentos de culpa excessiva ou auto-reprovação;
  • Problemas de sono, principalmente insônia, em que a pessoa acorda no meio da noite e não volta a adormecer, ou sonolência excessiva;
  • Pensamento recorrente de morte ou suicídio ou qualquer comportamento suicida;
  • Diminuição da concentração ou capacidade de pensar, havendo indecisão;
  • Excesso de agitação ou lentificação na realização das atividades;
  • Alteração do apetite, com diminuição ou aumento), com correspondente alteração do peso;
  • Perda do desejo sexual;
  • Depressão pior pela manhã;
  • Perda de peso (5% ou mais do peso corporal no último mês);
  • Irritabilidade e ansiedade excessivas.

O diagnóstico de depressão tem de ser feito por um médico, de preferência psiquiatra, que pode classificar a depressão de acordo com a sua gravidade, que varia com a quantidade de sintomas presentes.

Como é feito o tratamento da depressão

O tratamento para depressão é feito com o uso de medicamentos antidepressivos recomendados pelo psiquiatra e a realização de sessões de psicoterapia, geralmente, feitas semanalmente com um psicólogo.


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