(31) 2516-4056 / atendimento@rhoriente.com.br

    • (31) 99791-0446

5 bons hábitos de vida feliz entre 5 a 10 minutos por dia

Coaching | Psicologia

22

jul 2019

Quanto tempo você fica no chuveiro? Provavelmente, toma banho todos os dias. Ainda que, tanto quanto sei, a sua pele não lhe agradeça, já que os dermatologistas dizem que 2 ou 3 banhos por semana é que era muito melhor. E não dizendo que o faça, sobretudo se nos conhecermos – pessoalmente gosto de interagir com pessoas lavadinhas, ainda que isso lhes possa custar uma pele mais seca.

Estou apenas dizendo que todos os dias você investe tempo numa atividade que nem sequer é crítica, do ponto de vista de saúde. Quanto tempo? Depende do estudo a quem pergunta, mas varia entre 7 a 10 minutos, em média; com umas pessoas muito despachadas a entrarem e saírem do chuveiro em 5 minutos ou menos, e outras a ficarem 20 minutos naquela de “não me tirem daqui que está quentinho e aqui a vida não me apanha”.

Tomar banho é um hábito que fazemos em piloto automático, sem qualquer esforço, nem decisões prévias de prós e contras. Que tal criamos outros hábitos, que sejam inegavelmente úteis e bons para a saúde, e que não demorem mais do que um banho? É uma regra que uso para balizar as minhas decisões de implementação de novos hábitos: se posso investir estes minutos, todos os dias, para um banho, seguramente que também poderei investi-los numa outra atividade que faça da minha vida uma vida melhor. Boa lógica?

Por isso, escrevi um artigo sobre 5 hábitos abaixo dos 5 minutos. Bom para os mega ocupados que todos os dias rezam pelo milagre da multiplicação das horas diárias. Hoje escrevo-lhe sobre outros 6 hábitos que demoram o mesmo do que um banho médio.

Vamos a isto? E promete que escolhe, pelo menos um, e começa ainda hoje? A não ser que esteja a lendo isto 5 minutos antes da meia-noite… Nesse caso, pode começar amanhã.

  1. Registar para mudar

Os auto registos são uma pedra central de qualquer intervenção cognitivo-comportamental (a que reúne mais evidência científica no tratamento  da ansiedade e depressão). Por um bom motivo lógico: ninguém consegue mudar o que não conhece, pelo que começarmos a tomar nota das variáveis importantes para o nosso bem-estar (e mal-estar) é fundamental para sabermos o que devemos fazer para mudar na direção desejada. E por um bom motivo ilógico (sim, porque a física quântica, que demonstra este princípio, tem muito pouco de lógica humana): sabemos que o mero ato de observar a realidade, a altera.

Por isso, este é um hábito em que o desafio a começar a registar o que se passa consigo, numa base diária ou baseada na excepção, ou picos, ou realidades indesejadas (sempre que fica ansioso, ou se sente em baixo, ou zangado,…).

E registar o quê? Para sermos fiéis à tradição cognitivo-comportamental, o seu auto registo deve incluir uma breve descrição da situação objetiva, os seus pensamentos durante ou a propósito dela, a forma como se sentiu ou sente, e o que fez. Finalmente, regista alternativas para contestar esses pensamentos de uma forma mais realista e/ou modificar os seus comportamentos nessa situação. Se andar aflito com temas de ansiedade ou depressão (ou mesmo vários furos abaixo disso), e se não fizer mesmo mais nada a propósito disso, pelo menos, faça isto!

  1. Aprenda línguas

Se julga que me enganei, ao colocar aqui a aprendizagem de línguas, digo já que não. Com 10 minutos por dia pode aprender novas línguas ou desemperrar aquelas que foram ficando perdidas numa gaveta do seu cérebro. E o que é que a aprendizagem de línguas tem a ver com saúde psicológica? Aparentemente, e de acordo com os mais variados estudos, é um forte contributo de saúde cerebral e capacidade cognitiva (de tomada de decisões, planejamento, concentração, memória, controlo de impulso, inteligência geral,…). Pode mesmo, diminuir ou atrasar o declínio cognitivo, à medida que os anos se somam (e não pense que estou falando de senioridade, porque o cérebro entra em curva descendente na 3ª década de vida).

Por isso, como se não bastassem as vantagens de poder comunicar noutras línguas que não a sua, ainda se habilita a ficar com um cérebro fresco que nem uma alface.

Curioso sobre o tema dos míseros 10 minutos por dia? Deixo-lhe uma noção orientadora: em 6 meses completei um curso de italiano e estou quase a acabar o de alemão. E, como tive o cuidado de medir o nível de proficiência (nos critérios europeus) antes e depois, sei que subi 3 níveis (do total de 6). Nada mau, com 10 minutos por dia, todos os dias, e a custo zero, verdade? Claro que agora não sei como vou usar este conhecimento, mas com certeza que fiquei muito mais esperta.

Sugestão: Depois de percorrer várias opções, e como sou criteriosa com pedagogia, a minha melhor sugestão é usar o Duolingo: tem versão desktop e app, é inteiramente gratuito e muito eficaz. O que fica a faltando? Desembaraçar a língua, que isto sem a oportunidade de se falar, fica mais só na compreensão.

Também percorri algumas opções (divertidas, porque nalgumas que supostamente são para praticar línguas, acaba com os engraçadinhos da praxe a perguntarem-lhe em todas as línguas se é casada); a minha sugestão é o Tandem – uma app de troca de prática em línguas estrangeiras (praticas a minha língua comigo e eu pratico a tua língua contigo). Bónus: conhece gente de todo o mundo, sociabiliza-se e ainda faz alguns amigos . Gratuita, também.

Apetece-lhe um ensino mais formal, mas não tem hipótese de andar em escolas de línguas? Experimente o Preply. Professores de todo o mundo, para todos os bolsos, em videoconferência, e com quem agenda conforme lhe fôr mais conveniente.

  1. Pratique a compaixão

Podemos complicar o tema da compaixão, e eu dou-lhe uma extensa bibliografia. Ou podemos optar por uma definição simples: a compaixão parte do reconhecimento que todos os seres humanos querem ter saúde e estar bem, mas também que todos eles passam pelas mais diversas dificuldades; e a atitude compassiva abre portas à empatia e implica a vontade genuína de aliviar esse sofrimento humano. Tanto podemos estar a falar de compaixão pelos outros como pelo próprio: autocompaixão.

Esta competência compassiva tem vindo a ser demonstrada de elevadíssimo potencial reparador do mal-estar humano, além de ser algo que cada um de nós pode apostar em desenvolver mais em si próprio, para recolher os benefícios associados. Recomendo-lhe a prática de autocompaixão muito especialmente se está habituado a ser dominado por uma voz autocrítica interior.

Existem vários exercícios que pode usar para ir estimulando uma atitude de compaixão e autocompaixão.  Aliás, há mesmo programa integrados para aprender esta competência, que é habitualmente também integrada em programas de mindfulness.

  1. Estimule a curiosidade

A curiosidade é o inimigo natural da ansiedade e depressão; enquanto que a ansiedade promove o evitamento e o encolhimento sobre si, e a depressão convida à inércia e suspensão, a curiosidade puxa para os mais diversos objetivos, ajudando-nos a expandirmos horizontes e a crescer. Nascemos naturalmente curiosos; se não acredita em mim, observe as crianças.

Faça um pacto consigo: todos os dias procure algo de novo para aprender. Interessa pouco sobre o quê. O que importa é a aprendizagem ativa, sobretudo aquela que parte de dúvidas curiosas. E, por isso, estou a desafiá-lo para todos os dias se colocar a pergunta “Porquê…?”. Isso mesmo: como as crianças pequenas na sua irritante fase dos porquês. Porque é que vemos o céu azul? Qualquer pergunta vale. Porque é que os rios não têm marés? A propósito de qualquer coisa. Porque é que a arquitetura destes prédios é tão diferente da dos outros? Na sua área de conhecimento ou outra qualquer.  Porque é que… qualquer coisa. E “como…?”. Use também as perguntas que começam por “como”! Olhe em volta com um olhar fresco, de quem acaba de aterrar no planeta e não tem quais quer pressupostos sobre o funcionamento das coisas. Porque é que…? Como é que…? E depois, vá à procura das respostas porque ficar sem saber uma coisa, na era da Wikipédia, não vale.

Sugestão: Para um estímulo mais condensado à curiosidade, procure cursos online. Eu sou fã da Coursera. Dezenas de cursos à escolha, gratuitos, sobre as mais diversas áreas, e de grande qualidade, com o selo das melhores universidades do mundo. Sempre estruturados em vídeos e atividades que rondam os 10 minutos cada. Há mais plataformas de cursos, claro, umas pagas (e baratas, como a Udemy) ou ainda gratuitas, mas menos abrangentes (como a Khan Academy), ou mesmo as TED Talks, que não são cursos, e andam mais para os 20 minutos cada, mas em que se aprende e se desenvolve a curiosidade com alguns dos grandes do mundo.

  1. Relaxe!

Provavelmente você não se dá conta, mas os seus dias são passados num processo de construção de tensão emocional. E a tensão emocional tem uma expressão inevitável na tensão muscular. O que, por sua vez, origina os mais diversos problemas físicos. Se não se habituar a criar relaxamento ao longo dos seus dias é provável que tenha sintomas tão diversos, quanto impaciência, nervosismo, confusão emocional e dor – de cabeça, costas, pescoço…

O relaxamento diário é fundamental, de uma a várias vezes por dia.

Há mais estratégias de relaxamento do que aquelas que conseguimos contar. Tanto mais que existem diversos tipos de relaxamento: dos meramente físicos. até aos suportados em visualizações guiadas, passando por exercícios que, não tendo o relaxamento por objetivo, o têm como um subproduto natural (mindfulness, hipnose, etc). E os exercícios de relaxamento podem ir de uns 5 minutos mal contados até uma meia hora bem medida – depende.


Compartilhe:

Rua Guajajaras, 910 - Salas 701 e 702 - Centro/Lourdes - BH

(31) 2516-4056

atendimento@rhoriente.com.br